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2º Trimestre - Lição 12


14 de junho de 2010

TEXTO ÁUREO

"Escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupÈrio de Cristo"
(Hb 11.25,26).

VERDADE PRÁTICA

Como homens de Deus, esta é a única alternativa: optar em permanecer com o povo de Deus, ainda que isto nos custe sacrifícios, perdas e até a própria vida.



Jeremias 40.1-6
1 A palavra que veio a Jeremias da parte do SENHOR, depois que Nebuzaradã, capitão da guarda, o deixara ir de Ramá, quando o tomou, estando ele atado com cadeias no meio de todos os do cativeiro de Jerusalém e de Judá, que foram levados cativos para babilônia.
2 Tomou o capitão da guarda a Jeremias, e disse-lhe: O SENHOR teu Deus pronunciou este mal, contra este lugar.
3 E o SENHOR o trouxe, e fez como havia falado; porque pecastes contra o SENHOR, e não obedecestes à sua voz, portanto vos sucedeu isto.
4 Agora, pois, eis que te soltei hoje das cadeias que estavam sobre as tuas mãos. Se te apraz vir comigo para babilônia, vem, e eu cuidarei de ti, mas se não te apraz vir comigo para babilônia, deixa de vir. Olha, toda a terra está diante de ti; para onde parecer bom e reto aos teus olhos ir, para ali vai.
5 Mas, como ele ainda não tinha voltado, disse-lhe: Volta a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, a quem o rei de babilônia pôs sobre as cidades de Judá, e habita com ele no meio do povo; ou se para qualquer outra parte te aprouver ir, vai. E deu-lhe o capitão da guarda sustento para o caminho, e um presente, e o deixou ir.
6 Assim veio Jeremias a Gedalias, filho de Aicão, a Mizpá; e habitou com ele no meio do povo que havia ficado na terra.

INTERAÇÃO

Caro professor, a vida de Jeremias evidencia que a retórica do viver é mais convincente que a do falar. Portanto, além do estudo e da preparação da lição, do aprofundamento do assunto e da didática empregada, é imprescindível que a sua vida esteja coerente com suas palavras, ou seja, seu viver deve ser uma pregação autêntica, a fim de que até mesmo os ímpios possam reconhecer o poder de Deus em sua vida (Jr 40.1-5).



OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar na história de Israel o cumprimento das profecias de Jeremias.
Comparar a vida de Jeremias a de outros personagens bíblicos que se sacrificaram pelo povo.
Refletir a respeito de suas escolhas ao longo da jornada cristã aqui na terra.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

No primeiro tópico, abordamos o cumprimento das profecias de Jeremias. Portanto, para introduzi-lo, convide os alunos a pesquisarem no livro tais profecias e seu cumprimento. Para auxiliá-lo, aí vão algumas sugestões:

A invasão dos Babilônios e a destruição de Israel
(Jr 4.5-7)
A destruição dos inimigos
(Jr 12.14)
O estado de calamidade de Israel ao longo da execução do juízo divino
(Jr 19.7-9)
A destruição de Israel por Nabucodonosor
(Jr 21.4-7)
Juízo contra os reis de Judá
(Jr 22.11,12,18,19,24-26, 28-30)
Duração do cativeiro de Israel na Babilônia
(Jr 25.11)
Retorno do cativeiro
(Jr 30.3)

COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO
Palavra Chave: OpçãoREFLEXÃOAto ou faculdade
de optar; livre escolha."É hora de despertarmos dessa letargia, e passar a entender o que nos tem reservado o Senhor."
Claudionor de Andrade
O que Jeremias profetizara, cumpriu-se. Jerusalém foi destruída; o povo jaz cativo; os mortos acumulam-se nas ruas e nas praças!
Em meio à tragédia, o comandante babilônio oferece uma opção ao profeta. Se quisesse, poderia ficar em Judá com o remanescente. Ou, então, ser levado a Babilônia onde seria tratado com real deferência. Uma vez mais, demonstrando sua fidelidade a Deus e sacrificando-se pelo povo a quem tanto amava sem ser amado, opta Jeremias por permanecer em Judá.
Neste domingo, o Senhor também nos chama a fazer uma opção. Pela fé, optou Moisés pelo povo de Deus: "Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa" (Hb 11.25,26).

I. AS PROFECIAS DE JEREMIAS SE CUMPREM

1. A destruição de Jerusalém. Aquele ano jamais seria esquecido: 586 a.C. No calendário hebreu, corria o décimo mês do nono ano do rei Zedequias (Jr 39.1). Nesta data, os exércitos de Babilônia derribam os muros de Jerusalém e profanam a mais formosa das cidades. Em seguida, deitam por terra o Santo Templo, matam ao rei Zedequias e levam cativos, à Babilônia, os judeus mais aquinhoados e ricos. Na terra, já tomada pela desolação e pavor, deixam apenas os pobres e desvalidos.
Para se ter uma imagem mais clara desta tragédia, leia as seguintes passagens: Jeremias 39; 2 Reis 25 e 2 Crônicas 36.

2. O fiel cumprimento das palavras de Jeremias. Cumprem-se as palavras de Jeremias; nenhuma delas cai por terra. Ali estava um homem de Deus que falou em nome de Deus, mas o povo de Deus não lhe deu ouvidos. Onde, agora, os profetas que, superficialmente, curavam as feridas do povo? Onde aqueles que prometiam paz e prosperidade? Que esta lição seja devidamente considerada por todos nós.

SINOPSE DO TÓPICO (1)Todas as profecias de Jeremias em relação à destruição de Israel se cumpriram.

II. A OPÇÃO DE JEREMIAS

1. Jeremias sob custódia. Com a captura de Jerusalém, o profeta fica sob a custódia de Nebuzaradã (Jr 40.1,2), que o encontrara nas cercanias de Ramá, localizada a poucos quilômetros ao norte de Jerusalém. Esta cidade, pertencente a tribo de Benjamim, serviu provavelmente de centro de triagem para separar os judeus que seguiriam a Babilônia dos que permaneceriam na terra.

Algemado, o profeta é levado à presença do capitão babilônio que, seguindo a instrução de seus superiores, trata-o com respeito e consideração (Jr 40.1,4). Afinal, Jeremias sempre aconselhara os reis de Judá a não se arvorarem contra Babilônia nem a bandearem para o lado dos egípcios.

2. A teologia em boca de ímpio. Quando o capitão da guarda babilônica encontrou a Jeremias, pôs-se a teologizar: "O SENHOR, teu Deus, pronunciou este mal contra este lugar; e o SENHOR o trouxe e fez como tinha dito, porque pecastes contra o SENHOR e não obedecestes à sua voz; pelo que vos sucedeu tudo isto" (Jr 40.3,4).
Como um gentio idólatra e estranho à comunidade de Israel poderia ter uma ideia tão clara da justiça de Deus? De qualquer forma, havia ele entendido perfeitamente a justiça divina, enquanto que os judeus, iludidos pelos falsos profetas e pregadores, esperavam uma paz que não existia e uma prosperidade que já era miséria.
É hora de despertarmos dessa letargia, e passar a entender o que nos tem reservado o Senhor (Ef 5.14-18). Se perseverarmos na fé, herdaremos as eternas bem-aventuranças. Caso contrário: seremos destruídos (Is 30.21).

3. A opção de Jeremias. O mesmo Nebuzaradã oferece uma opção a Jeremias: "Agora, pois, eis que te soltei, hoje, das cadeias que estavam sobre as tuas mãos. Se te apraz vir comigo para a Babilônia, vem, e eu velarei por ti; mas, se te não apraz vir comigo para Babilônia, deixa de vir. Olha: toda a terra está diante de ti; para onde parecer bom e reto aos teus olhos que vás, para ali vai" (Jr 40.5).
O profeta poderia ter optado por Babilônia onde certamente haveria de ser bem tratado. Mas lá já estavam dois profetas: Daniel e Ezequiel. Ao passo que, em Judá, nenhum pastor havia para aquela gente abandonada. Por isso, opta Jeremias por ficar com os restantes do povo de Deus. Assim, põe-se sob a proteção de Gedalias - um nobre judeu encarregado de governar a terra em nome do governo babilônio.
Você já fez a sua opção pelo povo de Deus? O povo de Deus necessita de quem lhe cuide da alma e lhe unte as feridas.

SINOPSE DO TÓPICO (2)Jeremias escolheu permanecer com o povo de Israel em Judá ao invés de ir para a Babilônia.

III. COMO OS HERÓIS DA FÉ FIZERAM SUAS OPÇÕES

À semelhança de Jeremias, muitos foram os homens e mulheres que optaram pelo povo de Deus. Vejamos alguns deles.

1. A opção de Abraão. Vivia o patriarca confortavelmente em Ur dos Caldeus, quando Deus o chamou a peregrinar até à terra de Canaã, onde dele faria o Senhor uma grande nação. E diz a Bíblia que Abraão saiu, em obediência à Palavra do Senhor, sem saber para onde ia (Gn 12.1-3). Ao fazer a sua opção, Abraão não era nem israelita nem judeu; não passava de um gentio que, pela fé, aceitara plenamente a vontade divina (Dt 26.5).

2. A opção de José. O jovem governante do Egito bem poderia ter ignorado a penúria de seus irmãos, e havê-los castigado como eles o mereciam. Mas o que fez José? Optou por socorrê-los na angústia, pois para isto fora guindado a um cargo tão elevado (Gn 45.3-8).

3. A opção de Moisés. Moisés abriu mão de toda a luxúria do Egito, pois não ignorava a missão que lhe confiara o Senhor (Hb 11.23-26).

4. A opção de Ester. Ester também poderia haver optado por ficar no palácio de Assuero, desfrutando de todas as benesses e cortesanias, enquanto seu povo era trucidado pelo malvado Hamã. Mesmo com o risco de perder a vida, enfrentou ela o perigo. E, assim, com oração e jejum salvou os judeus de morte certa (Et 4.14-16).

5. A opção de Jesus. Que incomparável exemplo nos oferece o Senhor Jesus! Embora igual a Deus, renunciou a glória que sempre desfrutara junto ao Pai, a fim de morrer por nós pecadores. Este é o exemplo que devemos seguir. Esvaziou-se de sua glória para que viéssemos a compartilhar de todos os bens que nos preparou o bondoso Deus (Fp 2.5-11).

SINOPSE DO TÓPICO (3)Muitos personagens bíblicos optaram por sacrificar suas próprias vontades, conforto e até mesmo a vida em prol do povo de Deus.

CONCLUSÃO

Já fez sua opção pelo povo de Deus? Ou ainda está a divertir-se com os privilégios oferecidos por este mundo? Quantos obreiros que, ao invés de levar adiante o ministério que lhes confiou o Senhor Jesus, não estão a trocar a glória de Deus por aquilo que não é de nenhum valor! E quantos jovens que, desprezando o chamamento ministerial de Deus, não estão a optar pelo efêmero e passageiro mundo (1 Jo 2.17).
Jeremias optou por sofrer com o povo de Deus, levando alento àquela gente que já não tinha qualquer esperança. Qual a sua opção?


Subsídio Bibliológico

"O período no qual os profetas bíblicos dizem ter ministrado à nação israelita está apoiado por numerosas evidências de inscrições e de importância histórica. Sem mostrar deferência a pessoas, os profetas chamaram igualmente reis e cidadãos a prestar contas, desviando-os da idolatria quando atendiam as advertências de Deus, mas sofrendo com eles no exílio quando resistiam ao gesto de Deus. A arqueologia pode apresentar as razões práticas que provocaram tais indiciações proféticas, revelar os lugares que eram o assunto das profecias e identificar as pessoas que fizeram ouvido de mercador para com as predições. Deste modo, a arqueologia oferece algumas evidências para a realidade da profecia em si.
No antigo Oriente Próximo, onde todas as culturas circunjacentes a Israel tinham múltiplas deidades, o contexto da fé de Israel era muitas vezes uma competição entre deuses nacionais. Nesta batalha pela crença, o deus cujas colheitas fossem abundantes, ou de cujo exército saísse vitorioso, era considerado o mais poderoso. No aspecto teológico, esta era uma das maiores ameaças ao povo de Deus e, lamentavelmente, era uma guerra espiritual que os israelitas perdiam com frequência (vide Jr 11.13). Os profetas de Israel tiveram de competir com nações que diziam aos israelitas que a inabilidade deles de resistir à imposição de pagamentos de tributo ou mesmo o exílio por potências mais fortes, era prova de que o Deus de Israel era inferior (vide 2 Rs 18.32-35; Ez 36.20)" (PRICE, Randall. Arqueologia Bíblica. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.214-215).


VOCABULÁRIO

Benesses: Lucro gratuito.
Cercanias: Vizinhança, arredores.
Cortesanias: Modos de cortesão.
Desvalidos: Desprotegido, desamparado.
Guindado: Empolado, afetado, enfático.
Insurreição: Rebelião, revolta.
Letargia: Estado de insensibilidade, apatia, sono profundo.


EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. Que opção foi oferecida a Jeremias?
R.Ficar na Babilônia onde haveria de ser bem tratado.

2. Que decisão tomou o profeta?
R. Ele optou por ficar com o restante do povo de Deus.

3. Cite alguns exemplos de opções pelo povo de Deus nas Sagradas Escrituras?
R. Moisés, José.

4. Qual o maior exemplo de renúncia?
R. Jesus Cristo.

5. Como você demonstra a sua opção pelo povo de Deus?
R. Resposta pessoal.

2º Trimestre - Lição 11

06 de junho de 2010

Dia da Lição 11 - 13 de junho de 2010
(DIA DO PASTOR)


A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO


TEXTO ÁUREO

"SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim"
(Sl 131.1)

VERDADE PRÁTICA

Que a nossa única preocupação seja buscar a glória de Deus para a Sua glória, porque Ele é o Senhor da glória!

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Copie e salve para ouvir Jeremias 45.1-5: http://vozme.com/text2voice.php

1 A palavra que Jeremias, o profeta, falou a Baruque, filho de Nerias, quando este escrevia, num livro, estas palavras, da boca de Jeremias, no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo:
2 Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque:
3 Disseste: Ai de mim agora, porque me acrescentou o SENHOR tristeza sobre minha dor! Estou cansado do meu gemido, e não acho descanso.
4 Assim lhe dirás: Isto diz o SENHOR: Eis que o que edifiquei eu derrubo, e o que plantei eu arranco, e isso em toda esta terra.
5 E procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda a carne, diz o SENHOR; porém te darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores.


<OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar as características de Baruque.
Analisar o relacionamento de Baruque com Jeremias.
Priorizar o Reino de Deus e a sua glória em vez de o sucesso pessoal.


COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

Palavra Chave: Glória
Honra, magnificência, esplendor,
prestígio

REFLEXÃO
"À semelhança dos recabitas, primemos pela excelência das virtudes cristãs. Caso contrário: seremos tidos como profanos quando da volta
do Senhor Jesus." Claudionor de Andrade

Se Baruque esperava um sucesso imediato no ministério, vê-se agora decepcionado. Pois o monarca, tendo apostatado da fé, queima o rolo com as profecias de Jeremias, induzindo o povo a afastar-se ainda mais de Deus. Em seguida, recebe Baruque ordens de registrar novamente as palavras que se achavam no livro destruído pelo rei, agora com vários aditamentos.
Que perspectiva haveria para Baruque? Para quem sonhava com o sucesso, seria obrigado a conviver com um aparente fracasso.


I. QUEM ERA BARUQUE


Poucos são os dados de que dispomos acerca de Baruque, escriba e fiel amigo do profeta Jeremias.

1. Pertencia à nobreza de Judá Era ele filho de Nerias, irmão de Seraías, camareiro-mor do rei Zedequias (Jr 51.59). Provinha certamente de uma família que o havia educado para ser, em todas as coisas, uma bênção nas mãos de Deus. Aliás, Baruque, em hebraico, significa "abençoado".
Tem você preparado seu filho para ser uma bênção nas mãos de Deus? Invista em sua vida espiritual para que, mais tarde, não venha ele a dar-lhe aborrecimentos e tristeza sobre tristeza.

2. Era um jovem culto e bem educado. Baruque tanto sabia escrever com perfeição como ler perfeitamente em público. Era um arauto perfeito. Portanto, um jovem graduado que colocara toda a sua formação acadêmica a serviço de Deus.
Querido jovem, estão os seus talentos nas mãos de Deus? "Desperta, faz-te pronto; poucos dias são que restam para o segador".

SINOPSE DO TÓPICO (1)

Baruque era um jovem culto, nobre, inteligente e hábil na arte de escrever, que trabalhava como secretário particular do profeta Jeremias.


II. A CORAGEM E O ZELO DE BARUQUE


O jovem Baruque era conhecido por seu zelo e coragem. Vejamos de que forma exerceu o seu ministério

1. Cuidava dos negócios particulares de Jeremias . Como os pastores necessitam de secretários como Baruque! Em Jeremias 32.10, o profeta confia-lhe a escritura de uma propriedade que acabara de adquirir. Mero trabalho burocrático? Simples tarefa? É na execução das pequenas coisas que somos preparados para as grandes.
Talvez, neste momento, esteja você a realizar algo considerado humilde ou pequeno. O que você não sabe, porém, é que, no âmbito do Reino de Deus, jamais devemos desprezar as pequenas coisas (Zc 4.10; Lc 16.10).

2. Registrava fielmente as palavras de Jeremias. Cabia-lhe também o registro das palavras que o profeta, inspirado pelo Espírito Santo, recebia do Senhor (Jr 36.4).
Teria Baruque ciência da relevantíssima tarefa que realizava? Hoje, passados mais de 2.500 anos, ainda nos comovemos com a história de Jeremias, tudo porque um jovem escriba resolvera colocar todo o seu talento a serviço do Reino de Deus.

3. Lia as palavras de Jeremias. Assim como Moisés tinha Arão, e assim como Eliseu tinha a Geazi, tinha Jeremias também o seu escriba e porta-voz: Baruque. Vemo-lo, agora, a proclamar a todo o Judá as palavras que o profeta lhe mandara registrar (Jr 36.8). Primeiro, leu-as diante do povo; em seguida, perante os conselheiros do rei até que, finalmente, foi a mensagem lida diante do mesmo rei pela boca de um príncipe chamado Jeudi (Jr 36.21).

SINOPSE DO TÓPICO (2)

Baruque cuidava dos negócios de Jeremias, registrava e lia as palavras dele com coragem e zelo.

III. A EXPECTATIVA DE BARUQUE É FRUSTRADA

À semelhança dos outros jovens, tinha Baruque suas expectativas. Conforme podemos depreender do texto bíblico, esperava ele um sucesso imediato na vida ministerial. Afinal, estava a secretariar um dos mais influentes profetas de Israel. Havia, porém, algumas lições que precisava aprender e com urgência.

1. A frustração de Baruque. Para quem esperava um sucesso imediato, eis que Baruque só vê dificuldades e frustrações. E se pensava que, com a leitura da profecia, o povo curvar-se-ia sem detença ao Senhor, tal não acontece. Haja vista como o rei trata a mensagem profética: corta o rolo com o canivete de escrivão, e joga o pergaminho no braseiro (Jr 36.23).

2. A destruição de Jerusalém. Baruque também esperava viver numa cidade na qual viesse a ter possessões e, onde, tranquilamente, pudesse constituir um lar. É claro que tais coisas não constituem pecado. No entanto, tal demanda, naqueles dias, fazia-se proibitiva, pois o Senhor estava para destruir tudo o que plantara (Jr 45.4). Dessa forma, ter a alma como espólio, ou herança, já era um grande negócio.

3. O tratamento recebido por Jeremias. Se esperava ele descansar sob a fama e o prestígio de Jeremias, achava-se enganado. Pois o seu senhor era tratado em Judá como traidor. Haja vista a prisão que o profeta viu-se constrangido a amargar (Jr 38.6).

4. As acusações contra Baruque. Além do mais, pesava sobre Baruque uma gravíssima acusação. Os nobres de Judá supunham que as palavras de Jeremias eram, na verdade, de Baruque. Sendo ele um jovem nobre e culto, pensavam, encontrava-se a induzir o profeta a pronunciar todas aquelas profecias contra Jerusalém e contra o Santo Templo (Jr 43.3).


SINOPSE DO TÓPICO (3)


Baruque sofreu grande frustração em seu ministério e vida pessoal, porquanto esperava sucesso, reconhecimento e prestígio de Jeremias e do povo..

IV. SUCESSO OU EXCELÊNCIA?

Sabe por que há tantos obreiros frustrados? Porque estão atrás apenas do sucesso ministerial. Isso é uma tragédia para o homem de Deus!

1. A efemeridade do sucesso. O sucesso faz o nome do obreiro, todavia não o torna conhecido diante de Deus. Dá-lhe riquezas, porém, não lhe proporciona prosperidade espiritual. Enche-lhe o templo, mas, não raro, de crentes vazios. Confere-lhe prestígio, entretanto, não lhe aumenta a reputação diante daquEle que tudo vê e tudo conhece. Abre-lhe as portas aos poderosos, não obstante, fecha-lhe as do Todo-Poderoso. O sucesso faz a igreja de Laodicéia, mas somente a excelência pode conferir a beleza de Filaldélfia e a perseverança de Esmirna.

O sucesso ministerial sem a excelência do Cristo de Deus nada é.

2. A glória da excelência. A excelência! É esta que devemos perseguir até que nos venha buscar o Senhor. Se com ela semeamos com lágrimas, com ela ceifaremos com alegria. Se com ela sofremos, com ela jubilaremos na presença do Rei. Além disso, quando fomos chamados ao ministério, o Senhor não nos disse que teríamos sucesso; através de seu apóstolo, assegurou-nos que excelente coisa estávamos nós almejando (1 Tm 3.1-3). Sabe por que Paulo jamais se sentiu frustrado? Ele perseguia a excelência ministerial no serviço do Senhor, e não o sucesso (Rm 11.13). O sucesso quem procurava era Demas que, no momento mais difícil de Paulo, abandona-o por sentir-se atraído pelo presente século (2 Tm 4.10).

REFLEXÃO SINOPSE DO TÓPICO (4)

"Estamos frequentemente dispostos a observar determinados costumes simplesmente por causa da tradição. No entanto, devemos obedecer à Palavra de Deus, porque ela é eterna. "
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal Aqueles que militam na obra de Deus devem buscar a excelência da obra e a glória de Deus, e não, o sucesso ministerial.


CONCLUSÃO


Jeremias, agora, exorta ao seu secretário a deixar os sonhos de grandeza, a fim de se dedicar à excelência da obra de Deus. Já não tinha o jovem à alma como despojo ou patrimônio? O que mais buscava?

O que você tem almejado, homem de Deus? O sucesso ou a excelência ministerial no trabalho do Senhor? É hora de reavaliarmos nossas prioridades. A grandeza pertence única e exclusivamente a Deus. É dEle que nos vêm a excelência!

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

"Carregar a cruz tem o modo maravilhoso de tirar o nosso foco dos interesses temporais para fixá-lo nos assuntos eternos. Como já comentei, a nossa visão é míope e tomamos decisões baseadas nessa imprevidência. Deus quer que nos concentremos em ideais maiores do que os existentes nesta vida. Amamos muito este mundo, e não reconhecemos que somos peregrinos e estrangeiros aqui. A nossa casa verdadeira e eterna está em outro lugar. É por isso que Paulo disse: 'Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens' (1 Co 15.19).
Em muitos aspectos, é o que está englobado na soberba da vida. Ficamos tão arrogantemente presos ao que estamos fazendo, ao que nos empolga e nos interessa que perdemos de vista que é superior e muito maior. Não podemos amar o mundo e Deus ao mesmo tempo (Tg 4.4; 1 Jo 2.15). Os sistemas e poderes corruptos e pecaminosos deste globo giratório estão se acabando. Não obstante, como cristãos que possuem as verdades eternas, nós pateticamente corremos atrás do mundo e seus ideais. Anelamos e ansiamos ter mais riqueza, maior poder e crescentes privilégios, e assim menosprezamos a cruz" (KULIGIN, Victor. Dez coisas que eu gostaria que Jesus nunca tivesse dito. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp.99).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

A glória dos homens - "Outro conceito associado à glória é a ideia de aprovação ou louvor. Paulo lembra aos tessalonicenses que, quando ele ministrou entre eles não buscava a 'glória dos homens' (1 Ts 2.6), ou seja, o louvor ou aprovação das pessoas. A única aprovação e louvor que importa para Paulo é o de Deus (1 Co 4.5). Por sua vez, dar glória a Deus diferencia a pessoa que tem comunhão com Ele das que não a têm. Paulo, ao descrever os que rejeitam a verdade a respeito de Deus, diz: 'Não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças' (Rm 1.21). Em contraste com isso, temos um indivíduo de fé como a de Abraão que dá 'glória a Deus' (4.20). Assim, as pessoas dão glória a Deus por meio do que falam e fazem, isto é, ao expressar louvor e dar graças a Ele e ao representá-lo, refletindo o caráter do Senhor e fazendo a vontade dEle" (ZUCK, Roy B (ed). Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.279).

Subsídio Devocional

• Ambição - "Baruque fazia parte de uma família de gente bem-sucedida. Seu avô fora governador de Jerusalém, na época de Josias (2 Cr 34.8), e seu irmão, funcionário graduado do tribunal de Zedequias (Jr 51.59). Sua expectativa era de vir a ocupar algum cargo elevado, mas, para sua frustração, não passou de secretário do homem mais odiado em Judá! Deus disse a Baraque o que fala ainda hoje a cada um de nós. Seja o melhor que puder, mas não espere mais do que você é. A ambição egoísta foi inadequada quando a nação enfrentou o julgamento divino, e em outras ocasiões" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 475).


VOCABULÁRIO
Arauto: Emissário, mensageiro.



EXERCÍCIOS


RESPONDA

1. Quem foi Baruque?
R.Ele era filho de Nerias e pertencia a nobreza de Judá.

2. Qual era a sua função?
R. Era secretário de Jeremias.

3. Por que se sentiu ele frustrado?
R. Porque o povo não não deu crédito a Palavra do Senhor. O rei cortou o rolo com o canivete e jogou-o no braseiro.

4. Qual a diferença entre a excelência e o sucesso?
R. O sucesso faz o nome do obreiro, todavia não o torna conhecido diante de Deus.

5. Você tem perseguido a excelência no ministério?
R. Resposta pessoal.